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Missão e Objetivos
Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco
Edifício
Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco
A nossa missão
Centro de Interpretação do Bordado
Objeto de estudo aprofundado e aturado por parte da ADRACES - Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro – Sul, Câmara Municipal de Castelo Branco, Instituto Politécnico de Castelo Branco e Museu Francisco Tavares Proença Júnior, no âmbito do projeto "Ex-Libris" – Reconverter, Adaptar, Certificar o Bordado de Castelo Branco, a Autarquia assumiu o desafio de materializar e dar corpo às principais conclusões e que constituíram o desiderato daquele estudo. Conforme se refere no documento de diagnóstico , o Bordado de Castelo Branco, apesar de ser reconhecido pela população albicastrense, por vários especialistas e observadores mais atentos como um dos Ex-Libris Culturais da cidade e do concelho de Castelo Branco, "está a ultrapassar uma fase difícil, ou seja, dificuldades de comercialização, pouca rentabilidade e pior que isso, a sua adulteração. Começou a ser copiado por outras regiões, sem qualidade, fatores que despromovem o seu valor cultural e quem está associado à sua atividade, podendo correr o risco de desaparecer na sua qualidade e tipicidade" (12).Conscientes da importância que os recursos endógenos e suas especificidades representam para a afirmação da identidade d...
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Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco
Edifício
O Centro de Interpretação do Bordado está instalado no edifício que no passado foi a Casa da Comarca e posteriormente, até finais de 2006, Biblioteca Municipal. O edifício foi objeto de requalificação, tendo em conta as suas novas funções. Trata-se, como refere M. T. dos Santos, de um "edifício notável pela sua magnífica frontaria, de uma conceção magistral, onde se ostenta, como principal elemento decorativo, uma bem lançada escadaria cujas guardas, de barras de ferro, são apoiadas em graciosos e espaçados balaústres" (Castelo Branco na História e na Arte, 1958, p.143). Segundo o mesmo autor, o edifício data do século XVI e situa-se na Praça de Camões, também conhecida por Praça Velha, que, no passado, foi "centro do burgo até ao séc. XIX". O edifício acomoda agora oficina do bordado e  escola; centro de interpretação dotado de suportes multimédia com informação aturada sobre a contextualização histórica, o desenho e gramática visual do bordado, o ciclo do linho, matérias-primas e técnica; sala de visionamento, área expositiva e espaço de apoio à certificação do bordado. Segundo o Arquitecto João Teixeira, autor da requalificação agora efectuada, "do edifício dos antigos Paç...
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Bordado
Elemento patrimonial de relevo da nossa identidade cultural
História
Dos tempos remotos até aos nossos dias
Processo Produtivo
linho, seda, bastidor e tear de franjas
Pontos
Os pontos em imagens
Elemento patrimonial de relevo da nossa identidade cultural
Bordado
De grande valor histórico, com profundos significados simbólicos e um enorme impacto estético e artístico, as Colchas de Castelo Branco marcam o imaginário, a memória e até a paisagem urbana quotidiana dos albicastrenses. O valor simbólico e de identificação colectiva com o Bordado de Castelo Branco é tão forte que utilizamos os motivos das colchas na calçada da cidade, nas paredes dos prédios, nos elementos decorativos de jardins e rotundas, em logótipos e divulgação de marcas comerciais, na decoração de objectos do quotidiano e, inclusive, em vestidos de noiva e de baptizado. Resultado de um longo caminho evolutivo, quer temporal, quer geográfico, o Bordado de Castelo Branco é identificável pela temática decorativa, pela técnica utilizada, pelas matérias primas e pela paleta cromática das sedas.
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Dos tempos remotos até aos nossos dias
História
Nascido provavelmente no século XVII, só no final do século XIX e transição para o XX, passou a ser designado como Bordado de Castelo Branco, por ter sido aqui que a produção se manteve e adquiriu aspetos muito próprios. Caracterizado pela utilização do ponto a frouxo, o Bordado de Castelo Branco reúne influências da produção têxtil chinesa e indiana, aliadas à tradição das artes decorativas europeias e portuguesa. Se as primeiras colchas com as características daquilo que hoje chamamos Bordado de Castelo Branco foram de produção nacional, ou seja, executadas em centros produtores situados em grandes cidades, por motivos ainda pouco explícitos, a região de Castelo Branco tornou-se a única produtora destas colchas, atingindo um máximo produtivo nos séculos XVIII e primeira metade do século XIX. Nos finais de oitocentos a produção de Colchas de Castelo Branco era uma produção oficinal extinta, só se mantendo em contexto de produção amadora e doméstica. Todavia, essa situação vai ser profundamente alterada a partir dos anos 40 do século XX, pela ação do Estado e de particulares onde é justo salientar o nome de Elíseo José de Sousa. Conscientes da importância que os recursos endóg...
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O ciclo vegetativo de linho era secundado por certas práticas de sentido mágico e de proteção. Quando as plantas atingiam o estado de maturação eram arrancadas à mão e ripadas para as libertar das cápsulas com as sementes. As palhas submetiam-se a um processo de curtimenta, mergulhando-as alguns dias na água de ribeiros e, em dias quentes de Verão ou Outono, eram fracturadas com a maça e passadas pela tasca. A eliminação da parte lenhosa e seleção das fibras obtinha-se através do cortiço e da espadana e do sedeiro.

A operação da urdidura consiste em organizar os fios longitudinais da teia dispondo-os em duas séries paralelas entre si e do mesmo comprimento, e em maior ou menor número conforme a natureza e a largura do tecido a produzir no tear.

A primeira referência ao tear de pedais na Europa é do século XII.

Neste tear, todos os fios da urdidura são emalhados, cada série em seu correspondente liço, e a abertura do passo para a passagem da trama é dado pelo movimento ascendente ou descendente desses liços.

O pente mantém a regularidade dos fios da urdidura e bate e aperta a trama após cada passagem.

A Seda

A china e a India foram durante milénios as grandes regiões produtoras deste famoso textil. As rotas da seda representaram um dos factores mais significaivos de expansão e encontros civilizacionais. Em portugal, a indutsria da seda nunca alcançou grande projecção económica. No entanto a sericultura foi praticada ao nível doméstico e tradicional, em Trás-os-montes e na Charneca Beiroa, segundo modelos de economia familiar específicos, regidos por uma lógica própria.

Criação do bicho da seda

De meados de Março em diante, os bichos da seda podem começar a nascer. Quando se dá a eclosão, as minúsculas larvas são colocadas em tabuleiros de tender o pão.

Preparação dos casulos e fiação

Os casulos são limpos à mão e lançados num caldeirão de água a ferver. De seguida, tem lugar a operação de fiação, usando-se um ramo de carqueija para captar os fios de seda e um argadilho, no qual se vão enrolar os fios.

O comprimento do fio de cada casulo chega a atingir milimetros. Para a tecelagem o fio é mais grosso; para o bordado é mais fino. A meada de seda é posta a secar ao ar livre.

Branqueamento das meadas

Para que a seda perca um certa rigidez, a meada é metida numa panela com água a ferver, juntamente com uma quantidade de sabão equivalente ao peso. Liberta da goma, é então corada ao sol.

Tecelagem

Hoje, toda a produção é aplicada na tecelagem, especialmente em toalhas de linho. A meada é dobada em novelos e, quando se procede à urdidura da teia de linho, intercalam-se os fios de seda.

Panos de linho bordados a seda

Tradicionalmente a seda era usada nos bordados das colchas desta região, nos panos de esquife, que ocultavam o morto que ia a enterrar e, nos entremeios de panos e leçóis de linho.

No Bordado de Castelo Branco utiliza-se o bastidor horizontal, com uma estrutura muito simples, composto por duas ripas perfuradas que encaixam noutras duas, nas quais se vai enrolar o linho a bordar. Por sua vez, as ripas vão encaixar no topo de dois “pés” que são estabilizados por uma ripa colocada entre eles rente ao chão.

No topo dos pés existe um elemento a que as bordadoras chamam “cavilha”, que permite mudar a posição do trabalho. Após desenhar na tela os motivos pretendidos segue-se a fase de montagem da tela no bastidor para poder ser bordada.

De estrutura muito simples, é composto por três elementos: uma caixa com medidas aproxi- madas de 10x30 cm onde, no topo, se encaixa uma tábua com cerca de 28 cm de altura com orifícios equidistantes a meio e entre cada orifí- cio duas ranhuras; no outro extremo da caixa está um pequeno órgão com manivela e um ori- fício, que serve para introduzir a cavilha e tran- car o mesmo.

Colecções
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  • Inovação
    Em 2016, os designers Luís Buchinho e Alexandra Moura, foram convidados a desenhar peças de vestuário com o Bordado de Castelo Branco, as quais foram apresentadas, em julho, no desfile Castelo Branco Moda 2016, e os designers Katty Xiomara o os Storytailors (João Branco e Luís Sanchez que apresentaram as suas criações com Bordado de Castelo Branco,  no desfile  Castelo Branco Moda 2017, que decorreu em Junho. Foram ainda apresentadas neste desfile, as criações dos três primeiros classificados do Concurso Nacional que lançamos a todos os estudantes de todos os cursos superiores de Design de Moda ministrados nos diferentes estabelecimentos de ensino do País. Também as alunas de Design de Moda e Têxtil, da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco, apresentaram duas peças em estopa, designadamente uma mochila e mala de mão de senhora com o Bordado de Castelo Branco, tendo sido concebidas no âmbito de um workshop promovido pelo Município, em 2015, co...
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  • Luis Buchinho
    2016
    Luis Buchinho já participou em várias feiras como a Bread and Butter, Who´s Next e Gallery 2020. Em 2007, abriu a sua primeira loja na Rua José Falcão 122, Porto, e a segunda em 2012, na Esplanada do Castelo, também no Porto. Ao longo de sua carreira como designer, Luís Buchinho foi homenageado com o prémio de Melhor Coleção Feminina atribuído pela associação Moda Lisboa em 1999, em 2010 foi distinguido com o prémio de Melhor Designer de Moda - (Fashion TV) e em 2012 recebeu o Globo de Ouro para Melhor Designer de Moda. Luis Buchinho ensina Design de Moda desde 2006 no Centro de Formação Profissional (CITEX), atualmente denominado Modatex. A sua experiencia como designer de malhas é notória no seu trabalho, algo característico da sua marca. Estruturas elaboradas e originais, pormenores gráficos e jogos inusitados de cores e texturas, formam uma composição de silhuetas dinâmicas que definem um look cosmopolita, carismático e autêntico.
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  • Alexandra Moura
    2016
    Natural de Lisboa, Alexandra Moura forma-se no IADE, especializando-se em Projetos de Design de Moda. Desde abril de 2002, apresenta sazonalmente as suas coleções na ModaLisboa e colabora frequentemente na criação de fardamento e no desenvolvimento de figurinos para espetáculos de dança. Desenvolve guarda-roupa para a artista plástica Joana Vasconcelos e para a fadista Gisela João. Em 2012, abre a sua loja / atelier, "Alexandra Moura Ma+s", na Rua Dom Pedro V nº77, no Príncipe Real, Lisboa, onde apresenta as coleções à imprensa e público em geral e realiza um atendimento personalizado a clientes. Ao longo da sua carreira, tem apresentado as suas coleções em vários eventos e semanas de moda internacionais. De salientar ainda que Alexandra Moura é a única Designer Portuguesa a integrar as publicações:”Young European Fashion Designers” (2007);  "Atlas of Fashion Designers” (2009); ”Mapa da Moda Contemporânea” (2011) e ”Fashion Design Sourcebook” (2011). Ao longo do seu percurso, muit...
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  • Katty Xiomara
    2017
    Katty Xiomara deu o primeiro passo no Portugal Fashion em 1996 ainda como estudante de Moda. E pouco depois tornou-se presença assídua nas edições nacionais. Participou também em algumas edições do Portugal Fashion Paris. Em 2005 iniciou a sua participação em feiras internacionais como a Bread & Butter, Berlim e Barcelona, e a Project, Las Vegas entre outras. Em 2007 abre a sua loja atelier, numa casa secular situada na emblemática Rua da Boavista no Porto. É nesta mesma casa, em 2012, que recebe a visita oficial de sua Excelência o Presidente da República Portuguesa - Professor Aníbal Cavaco Silva, no âmbito da visita às indústrias criativas de excelência. Desde setembro de 2013 apresenta as suas coleções na Semana de Moda de Nova Iorque. Nos anos de 2013 e de 2014 foi nomeada para melhor designer de moda pelos Globos de Ouro. Em 2014 foi galardoada com o Silver Winner outorgado pela IDA "International Design Awards” e em 2015 repete este feito a dobrar. Para além de um novo ...
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  • Storytailors
    2017
    João Branco e Luís Sanchez criam a Storytailors em 2001, após concluírem os estudos em design de moda na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa. Juntam esforços, amadurecem ideias e decidem criar um projeto com um nome-conceito que refletisse internacionalmente a sua forma de ver e trabalhar a moda. A paixão pela história, por histórias, por metáforas e o seu fascínio pela construção do vestuário, a alfaiataria e a moda juntam duas palavras inglesas numa só e é assim que story e tailors se tornam Storytailors. Apresentam as suas coleções nas edições nacionais do Portugal Fashion. Com o apoio do Portugal Fashion, a dupla participou cinco vezes no calendário da Semana de Moda de Paris. Consequentemente, as peças Storytailors têm presença assídua nos editoriais das mais prestigiadas publicações nacionais e internacionais. Em 2006, instalam-se no centro de Lisboa, no Chiado, com loja e atelier na Calçada do Ferragial 8. Em termos de guarda-roupas, salienta-se o tr...
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13-mai-2021
Castelo Branco assinala Dia Internacional dos Museus com visitas guiadas
A Câmara Municipal de Castelo Branco assinala o Dia Internacional dos Museus, na próxima terça-feira, dia 18 de maio, com um conjunto de iniciativas desenvolvidas em espaços culturais no concelho. O programa "O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar", tem início às 10h15, com uma visita guiada ao Museu Francisco Tavares Proença Júnior. Na mesma altura é realizado o Peddy Papper “Em busca dos Portados Quinhentista”, a partir da Casa da Memória da Presença Judaica. Ao longo do dia serão re...
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Guia Centro de Interpretação
Venha-nos visitar descubra o que vai ver
5
26% 73%
Inovação do Bordado
6
26% 50%
Parede interativa
7
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Auditório
8
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Acervo
8
72% 20%
Acervo
8
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Acervo
9
49% 68%
Ciclo da seda
1
39% 52%
Recepção e Loja
2
31% 75%
Quiosque
3
31% 78%
Inicio Exposição
4
26% 86%
Tear
5
22% 82%
Inovação do Bordado
10
21% 50%
Ciclo do linho
11
36% 25%
Técnica do bordado
12
52% 23%
Dala das bordadoras
13
60% 33%
Urdideira
14
49% 53%
Fim de exposição
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